Nos últimos 10 anos, o mundo passou por mudanças radicais. Os avanços da tecnologia e da ciência, o aumento da expectativa de vida da população e as demandas da sociedade por energias renováveis causaram impactos importantes na economia e nos negócios. Essas tendências vão determinar o ritmo do mercado de trabalho. A maioria das profissões terá que se adaptar às novas exigências, e várias poderão desaparecer. Esse ajuste será mais rápido do que se imaginava no passado. Até 2020, ou talvez antes, o planeta viverá transformações significativas.

De acordo com a economista Renata Spers, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), quem não se preparar perderá importância no mercado de trabalho. “As pessoas já começam a perceber as novas formas de agir. Profissões não surgem por acaso. Há forças no ambiente que as empurram. E, na maioria das vezes, vêm de cima para baixo. As empresas exigem determinadas qualificações. Os que não se adaptam são dispensados”, explicou ela, que coordenou a pesquisa “Carreiras do Futuro”, do Programa de Estudos do Futuro (Profuturo), da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Um movimento importante, segundo a pesquisadora, será o processo de “humanização”. O reinado do ignorante específico — excelente técnico em uma área, mas incapaz de conviver em grupos — chegou ao fim, disse a economista. Assim como o isolamento em turmas virtuais ou em nichos de saber. O conhecimento precisará ser compartilhado. “Haverá uma integração entre as atividades, o que exige também a formação integrada, seja educação formal, seja leitura, seja viagens. Mas a convivência, a sintonia, a capacidade de captar e compreender a ânsia do outro estão no topo do ranking”, afirma Renata.

Zona de conforto

Para Melina Graf, gerente de Transição de Carreiras da Consultoria Thomas Case & Associados, o processo de adequação para a década que se aproxima precisa de suporte profissional. “Às vezes, as pessoas resistem, se apegam a velhos hábitos. É um ranço do passado, quando o pensamento se baseava no ditado ‘em time que está ganhando não se mexe’. A concorrência chegou a tal ponto que todo avanço abrirá portas para outras descobertas. Muita gente vai precisar de orientação”, destaca.

Patrícia Atui, especialista em carreiras da consultoria Action Coach, defende a tese de que “a vida começa no fim da zona de conforto”. Prefere-se o conforto por receio de enfrentar o desconhecido, de perder o controle, das consequências de atitudes e comportamentos, de achar que não há a necessidade de aprender nada de novo (síndrome do “eu já sei”), entre outras muitas culpas e desculpas. “Toda pessoa tem alguma limitação a ser superada e, caso não pense assim, conforme aprendi com o livro O monge e o executivo, escrito por James Hunter, a primeira a ser superada é a arrogância”, complementa Patrícia.

Na pesquisa “Carreiras do Futuro”, Renata Spers lista 20 novas e emergentes profissões que deverão dominar o mercado. A inovação, para a maioria dos entrevistados (38%), será um fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas, com ênfase no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e no desenvolvimento de novos conhecimentos. “As áreas de biotecnologia, nanotecnologia, saúde e medicina serão especificamente promissoras. Exigirão cada vez mais profissionais capacitados para transformar as novidades em negócios e aplicações rentáveis.”

Entre as macrotendências identificadas pela pesquisa, a busca por qualidade de vida foi a prioridade para 26% dos respondentes, seguida por preocupação com o meio ambiente (18%) e envelhecimento da população (12%). A consultoria britânica Sigma Scan vai além. Para 2025, a previsão é que haja vagas para várias inusitadas funções, como guia turístico do espaço, lixólogo (ou gestor de resíduos), fiscal de mudanças climáticas e perito forense digital, entre outras. Para especialistas, as profissões que tendem a desaparecer são caixa de banco, atendente de telemarketing, metalúrgicos e recepcionistas. Serão substituídas por processos automatizados, inteligência artificial, atividades robóticas e recepcionistas virtuais, apontam.

No entender de Luís Testa, diretor de Pesquisa e Estratégia da Catho, empresa de consultoria e recrutamento, o fundamental é que a sociedade entenda que a mudança é radical e para sempre, e que todos teremos que estudar e nos atualizar durante a vida inteira. “Daqui para a frente, nada estará consolidado. Quando uma transformação acabar, virá outro desafio ainda maior. Não creio que as mudanças esperarão 2020. Em no máximo três anos, surgirão novas tecnologias e novas ofertas. Sobreviverão não os mais fortes, mas as pessoas mais adaptativas”, afirma Luís Testa.

Ele destaca que as barreiras entre os países ficarão menores. “Já é possível contratar um digitador da Índia, da China ou da Islândia. A tecnologia ampliou as oportunidades de mão de obra.” Às vezes, o Brasil surgirá no topo com a criação de aplicativos importantes, como aquele que facilita a busca de táxi”, diz Testa. Mas, às vezes, ficará um passo atrás. A evolução dependerá do momento econômico, da educação, da infraestrutura e dos hábitos de cada nação.

Demandas

“A China ainda apresenta um desenvolvimento extraordinário, urbanização rápida e migração. Na Índia, a situação é diferente, a população está em pequenas vilas e o impacto pode ser mais lento”, destaca Testa. Na Europa, com o envelhecimento da população, algumas profissões do futuro já são realidade, enquanto no Brasil ainda não estão claras algumas tendências. “Passamos por um processo de descentralização. O eixo Rio-São Paulo, que sempre alavancou o crescimento, cede espaço para o agronegócio do Centro-Oeste e para indústrias que surgem no Nordeste.”

A entrada da mulher no mercado de trabalho também trouxe demandas específicas: babás, creches e boas escolas infantis. “Passaremos a precisar de especialistas em geração de energia, engenheiros, projetistas, vendedores de placas fotovoltaicas e de geração de crédito de carbono, além de agrônomos, para tratar de terras agricultáveis e produzir alimentos em abundância. Enfim, pessoas com formação diferenciada que vão conseguir surfar na onda do crescimento econômico”, afirma Testa.

Confira as 20 profissões e carreiras que devem ganhar destaque em 10 anos, segundo 7 especialistas consultados

Profissões que vão ganhar destaque

São Paulo – As demandas do mercado de trabalho evoluem no mesmo ritmo em que a sociedade e a economia. E, muitas profissões ecarreiras que serão destaque daqui a 10 anos estão intimamente ligadas às tendências econômicas e sociais projetadas por especialistas e estudiosos.

De acordo com a economista e professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Renata Spers, que coordenou a pesquisa “Carreiras do Futuro”, realizada por meio do Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração (FIA), sustentabilidade, inovação, preocupação com a qualidade de vida e aumento da expectativa de vida da população são as principais macrotendências identificadas. Por isso muitas das “profissões do futuro” são ligadas a estes temas.

Além da professora da FEA-USP, EXAME.com consultou também 6 especialistas em recrutamento para elaborar a lista com as 20 profissões que você confere a seguir e que serão destaque no mercado de trabalho do Brasil.

1. Gestor de e correlações

Sustentabilidade é a palavra de ordem para o profissional de ecorrelações, boa oportunidade de trabalho para quem reúne conhecimento técnico ambiental (engenharia ambiental), de legislação do tema (direito ambiental) e também é bom em comunicação.

“É um profissional que vai se comunicar com grupos de consumidores, órgãos governamentais e outras empresas. É a pessoa que vai fazer o meio de campo entre a empresa e os diversos stakeholders em temas relacionados a sustentabilidade”, explica a professora Renata Spers.

“O profissional de sustentabilidade fica dentro da empresa e está em diálogo constante com os engenheiros ambientais, que são os profissionais que vão, efetivamente, a campo”, diz Rodrigo Vianna diretor executivo da Talenses.

2. Gestor de resíduos

Outra profissão intimamente ligada à questão ambiental é gestão de resíduos. “A produção do lixo pela indústria, que ganha o foco da mídia e da opinião pública, alinhada às políticas de governança gera demanda por este tipo de profissional”, diz Lucas Ribas, diretor da Asap em Minas Gerais.

Direcionamento correto para os resíduos e a transformação do lixo em fonte de renda são as atividades primordiais do profissional. “É pensar não só em reciclar mas também em diminuir a produção e o impacto dos resíduos”, lembra Sócrates Mello, diretor de operações da Robert Half no Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A formação do gestor de resíduos vai depender do tipo de indústria. Engenharia ambiental, engenharia química, biologia são algumas das áreas de formação adequadas para quem deseja seguir neste ramo, de acordo com Ribas.

3. Engenheiro ambiental

Se hoje já uma profissão em alta, a engenharia ambiental deve se firmar com uma das carreiras do futuro, de acordo com grande parte dos especialistas consultados.

“A questão da preocupação com o impacto no meio ambiente, tanto no setor da construção civil, como no setor industrial faz com que sejam necessários profissionais com conhecimento na área ambiental”, diz Rodrigo Vianna, da Talenses.Jacqueline Resch, da Resch Recursos Humanos, concorda. “A área ambiental é uma das que a gente tem certeza que vai crescer”, diz.

Plinio de Cerqueira Leite, da CL Executive Search & Interim Management, engrossa o coro: “sustentabilidade e meio ambiente são mandatários, não há dúvida que é tendência até por uma questão de racionalização de custos, que está dentro do tema sustentabilidade”, explica.

4. Engenheiro civil

Os investimentos na infraestrutura devem continuar, o que torna os engenheiros civis profissionais de destaque também nos próximos 10 ou 15 anos. “A demanda vai continuar, não vimos investimentos para Copa do Mundo no volume e quantidade necessários”, diz Lucas Ribas, da Asap. Portos, aeroportos, estradas e linhas férreas respondem pela grande necessidade destes profissionais, segundo o especialista.

“A infraestrutura é o que torna o país mais competitivo, sem ela tudo acontece de maneira mais lenta. Por mais que já se invista hoje, a necessidade continua e traz oportunidades para engenheiros de grandes obras”, diz Juliano Ballarotti, diretor da Hays em São Paulo.

Posições da área técnica voltadas para infraestrutura também são a aposta de Sócrates Mello, da Robert Half. “Buscam-se profissionais para a área de grandes construções”, diz ele, projetando que a demanda siga forte nesta área. “É uma profissão clássica que deve continuar forte”, diz Plínio de Cerqueira Leite, da CL Executive Search & Interim Management.

5. Engenheiro de petróleo e gás

Outra área da engenharia que tem tido mais demanda e deve se destacar mais ainda no futuro próximo é o setor de petróleo e gás, de acordo com Jacqueline Resch.

A busca por técnicas mais eficientes de extração é um dos motivos que fazem com que engenheiros sejam cada vez mais necessários no setor de energia, destaca Sócrates Mello, da Robert Half.

“A energia é um dos recursos mais importantes de um país e o Brasil tem se desenvolvido nesta área. Tem o pré-sal e já começam a surgir novas tecnologias para extrair gás de formações rochosas”, diz Juliano Ballarotti, da Hays. A falta de engenheiros, aliás, faz com que muitos projetos continuem no papel, de acordo com ele.

6. Engenheiro hospitalar

Engenheiros com conhecimentos técnicos para lidar com equipamentos hospitalares de alta tecnologia têm tudo para se destacar em alguns anos, segundo Rodrigo Vianna, da Talenses.

“É uma oportunidade para o engenheiro de formação especializado em equipamentos hospitalares”, diz. A preocupação de grandes hospitais em oferecer a melhor estrutura a médicos e pacientes tem puxado os investimentos e deve abrir mais oportunidades para quem se interessa pelo setor.

“É um profissional que deve estar antenado com tendências, visitando hospitais no exterior para conhecer as novas tecnologias”, diz Vianna.

7. Bioinformacionista

Profissionais que mesclem informação genética e a elaboração de remédios são tendência no futuro, de acordo com a professora Renata Spers da FEA-USP que coordenou a pesquisa do Profuturo. “É um cientista que trabalha com informação genética fazendo a ponte entre técnicas clínicas e desenvolvimento de medicamentos”, explica.

“É uma profissão ligada à inovação e também à macrotendência de envelhecimento da população”, diz Renata.Formação em medicina e especialização em farmácia ou graduação em farmácia e pós em medicina são as combinações de estudos adequadas para o exercício desta profissão, sugere Renata.

Pesquisa e desenvolvimento na área de biotecnologia é também uma das apostas de Rodrigo Vianna, da Talenses. “O Brasil tem hoje um celeiro grande de profissionais na área farmacêutica, mas está havendo uma migração para a área de negócios ligados a biotecnologia”, explica.

8. Técnico em telemedicina

A busca pela inovação e o aumento da expectativa de vida da população trarão destaque aos profissionais da telemedicina. “É uma pessoa que é parte de uma equipe que oferece diagnóstico e tratamento para os habitantes de áreas mais remotas”, diz a professora Renata Spers.

Alternativa para carência de profissionais de saúde em áreas mais remotas do Brasil, a telemedicina permite que pessoas tenham acesso a diagnósticos sem estarem no mesmo local que a equipe médica.

9. Conselheiro de aposentadoria

Se a expectativa é que as pessoas vivam mais, esta é outra profissão deve se destacar a partir desta macrotendência, segundo a professora Renata Spers.

O conselheiro de aposentadoria é um profissional com habilidades de contabilidade, finanças e de gestão de carreira, de acordo com ela. “É responsável por ajudar a planejar a aposentadoria, do ponto de vista financeiro, de plano de saúde e também faz o planejamento de uma segunda carreira já que as pessoas estão vivendo mais”, diz Renata.

Formação em administração, contabilidade, economia e especialização em gestão de carreira são boas maneiras de se preparar para esta demanda, segundo ela.

10. Gestor de qualidade de vida

Mapear riscos de problemas de saúde que colaboradores podem desenvolver e melhorar as condições do ambiente de trabalho -promovendo a busca pelo equilíbrio entre a vida pessoal e profissional – é função do gestor de qualidade de vida, uma das profissões do futuro, de acordo com Rodrigo Vianna, diretor-executivo da Talenses.

“Já existe esta preocupação dos profissionais de recursos humanos com a qualidade de vida, mas no futuro haverá mais investimento nisso por parte das empresas”, diz ele.

A formação acadêmica, de acordo com Vianna, pode ser abrangente, porque o que vai fazer a diferença na hora de garantir uma oportunidade como gestor de qualidade de vida é a experiência prévia no setor de recursos humanos.

11. Coordenador de desenvolvimento da força de trabalho

A educação continuada é o foco deste profissional do futuro. “É alguém que indica cursos, faz o aconselhamento na formação dos funcionários, tanto na parte formal quanto na parte complementar, sugerindo leituras e viagens também”, explica Renata Spers.

De acordo com ela, as organizações já percebem a importância de seus colaboradores se aprimorarem e percebem que a educação continuada é o caminho. De acordo com a professora é uma boa oportunidade para formados em psicologia e que tenham especialização em administração com ênfase em gestão de pessoas.

12. Gestor de treinamento de varejo

A questão do treinamento de funcionários é uma das grandes tendências das redes de Varejo, segundo Ricardo Basaglia, diretor da Michael Page.

“O objetivo é padronizar o atendimento para que o consumidor entenda que a loja é a mesma seja onde ele estiver e que, portanto, vai encontrar o mesmo padrão de produto também”, explica.

De acordo com ele, o profissional deve entender as características locais para decidir a respeito das adaptações necessárias. Neste caso, a experiência no setor conta mais pontos do que a formação acadêmica do profissional.

13. Gestor de operações e logística

Investimentos em rodovias, portos, aeroportos puxam a demanda por profissionais da área de logística, de acordo com Juliano Ballarotti, diretor da Hays em São Paulo. “Hoje, por exemplo, você tem um porto e uma rodovia, mas, com mais investimento em infraestrutura, a complexidade aumenta”, explica o especialista. Por isso, a tendência é que a área de operações e logística ganhe destaque e abram-se novas oportunidades no ramo.

14. Gestor de inovação

Assim como hoje existe um departamento financeiro, um jurídico e um de recursos humanos, para um futuro próximo há quem projete um departamento de inovação dentro de grande parte das organizações.

A área de inovação já existe mas , via de regra, é vinculada ao departamento de marketing sob o guarda-chuva de processos, desenvolvimento e produtos como lembra Rodrigo Vianna, da Talenses.

Nesse cenário projetado pelos especialistas, de mais autonomia e investimento na área, a figura do gestor de inovação ganha força. “É um profissional com a responsabilidade de integrar a inovação em diversas áreas da empresa”, diz a professora Renata Spers. Com papel articulador, o gestor de inovação busca novas formas de fazer as coisas, promovendo redução de custos e tornando processos mais eficientes.

Formação em marketing e especialização em pesquisa de mercado, por enquanto, são as recomendações de estudo dadas pelos especialistas consultados.

15. Gestor de marketing para e-commerce

Dificuldades de deslocamento em grandes cidades e o investimento em segurança nas transações comerciais pela internet turbinam o mercado de e-commerce. Com isso, surgem boas oportunidades na área de marketing deste setor. “É uma profissão que não é novidade, mas vai crescer ainda mais”, diz a professora Renata Spers.

“As empresas de varejo estão investindo em e-commerce e o número de compras está crescendo muito”, destaca Lucas Ribas, diretor da Asap em Minas Gerais. Por isso, profissionais que contribuam para que a empresa garanta um melhor posicionamento no segmento de comércio eletrônico tendem a ser mais valorizados.

16. Gestor de comunidade

Fazer a comunicação com consumidores em redes sociais, fóruns e blogs, verificar o posicionamento da marca, monitorar a concorrência, além de identificar as oportunidades de negócio, são funções do gestor de comunidade.

“Ele verifica também tendências de consumo que surgem na rede e evita que críticas tomem proporções maiores”, diz Ricardo Basaglia, da Michael Page. O cargo já existe mas deve ganhar destaque nos próximos anos, segundo projeção do especialista.

17. Especialista em cloud computing

A armazenagem de dados em nuvem é uma das áreas apontadas pelos especialistas que também devem trazer boas oportunidades para os profissionais de tecnologia da informação nos próximos anos, segundo Rodrigo Vianna, da Talenses.

“Há a questão da exigência global por agilidade. O mundo é móvel, as informações não precisam mais ser armazenadas no hardware, hoje é possível acessar qualquer tipo de informação de qualquer lugar”, explica o especialista.

18. Gestor de big data

Não é novidade que as empresas estão buscando formas de lidar com o volume de informações (big data) que hoje circula pela internet. Por isso, uma das profissões que devem ganhar destaque no Brasil nos próximos anos, segundo Ricardo Basaglia, é a gestão de big data.

“O gestor de big data deve entender a questão técnica de armazenagem de dados e também identificar e analisar o conteúdo das informações, direcionando para diferentes departamentos da empresa”, diz Basaglia. Segundo ele, são poucas as empresas que tem uma pessoa assim trabalhando hoje. “Geralmente estas funções são dividas entre três ou mais pessoas”, explica.

Matemática, estatística e tecnologia são as áreas de formação mais adequadas para quem pretende seguir nesta profissão do futuro.

19. Advogado societário

Especialização em operações de fusões e aquisições é uma boa oportunidade para os advogados, segundo Lucas Ribas, diretor da Asap em Minas Gerais. “Em 2012, foram 640 transações entre fusões e aquisições,um recorde para o Brasil. Neste ano houve uma desaceleração, mas é pontual e deve voltar a crescer”, diz Ribas.

Quem tem interesse na área, diz Ribas, deve estar em dia com termos técnicos em inglês. “ Os melhores cursos estão na Inglaterra e nos Estados Unidos então o profissional precisa conhecer bem o inglês jurídico”, explica.

20. Advogado tributário

Uma das posições mais difíceis de se preencher tem sido a de advogado tributário, segundo o diretor da Asap, em Minas Gerais.
“O Brasil tem legislação e carga tributárias complexas, e as empresas, hoje, querem mitigar custos”, diz Lucas Ribas.

E na hora de encontrar meios para conseguir ganhos através de um planejamento tributário, o profissional de direito tributário e formação contábil ganha viés estratégico. Segundo ele, o destaque para os profissionais da área deve continuar nos próximos anos. “O Brasil vai conviver com esta carga tributária complexa durante muitos anos ainda”, diz.

Fontes:

http://impresso.correioweb.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2015/05/03/interna_economia,168034/profissoes-do-futuro.shtml

Exame Abril


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